Campo de golfe do Rio 2016 luta para manter-se em atividade

A realização de jogos olímpicos em qualquer cidade implica uma série de investimentos tanto em mobilidade urbana como em estrutura para os esportes e, no Rio de Janeiro, cidade que sediou os jogos olímpicos de 2016, não foi diferente. Além da reforma e construção de inúmeros estádios, no Rio de Janeiro foi necessária a construção de um campo de golfe de padrão internacional; afinal, as Olimpíadas de 2016 marcariam a volta do golfe a categoria de esporte olímpico.

Para a construção do campo, localizado na Barra da Tijuca, foi contratado o arquiteto Gil Hanse, que projetou um campo de padrão internacional no Brasil, algo único na América Latina. Ele possui 18 buracos com green, tamanho impressionante e toda uma estrutura para tornar a experiência no campo a melhor possível, com o aluguel de equipamentos e carrinhos, aulas, vestiários e todo o necessário para iniciantes ou jogadores experientes aproveitarem o campo.

Porém, apesar de toda a estrutura, as reclamações de que o campo está sendo subutilizado (além de processos judiciais em tramitação) fazem com que as iniciativas para tornar o campo mais atraente e aumentar a quantidade de visitantes tenham ganhado destaque na imprensa, já que apesar de atrair cerca de três mil visitantes por mês, a administração deseja ampliar a quantidade para cinco mil pessoas.

Além dos projetos para ampliar a visitação, a realização de ações sociais para estímulo de realização de esportes no local tem tornado o campo num local cada vez mais visitado pelos cariocas. Um exemplo de projeto colocado em prática no campo é o “Projeto Mantenedor”, onde os jogadores de golfe que assim desejem, passam a apadrinhar algum jovem que queira se iniciar no mundo deste esporte, mas que não possua condições de manter os custos necessários para a prática, seja com equipamentos ou para acesso ao campo. Assim o jovem atleta, que pode ser indicado pelo próprio jogador ou pela instituição, recebe acesso completo a todos os recursos do campo.