Uma das muitas curiosidades sobre a história do golfe é que, apesar de ser considerado um esporte das classes mais abastadas, sinônimo de classe e sofisticação, o golfe já foi algo proibido.

Sim, você leu corretamente. Durante o governo do Rei Jaime II, da Escócia, o golfe se tornou algo proibido por aproximadamente 45 anos, já que era considerado pela monarquia como algo prejudicial ao bom rendimento dos soldados, que preferiam praticar o esporte (que se tornava cada vez mais popular nos campos de treinamento e que rapidamente se converteram em uma espécie de campo de jogo) ao invés de realizar os treinos necessários para que estivessem preparados para eventuais guerras. Ou seja, no lugar de manejar armas, os soldados preferiam os tacos e bolas!

Por isso, dada a baixa de rendimento dos soldados em treinamento, o decreto de proibição promulgado pelo Rei Jaime II se tornou o primeiro documento oficial de registro do golfe da história ocidental.

O esporte continuou totalmente proibido até 1502, quando o Rei Jaime IV liberou a prática do esporte após a assinatura do Tratado de Glasgow. Porém, mesmo com a permissão real, logo houve uma nova proibição ao golfe: em 1592 a Igreja Católica proibiu a prática do esporte aos domingos, um dia sagrado para o catolicismo.

Esta proibição, que hoje pode parecer infundada, na época era firmemente seguida, já que a influência da Igreja Católica era enorme entre os reinos europeus e um decreto religioso tinha um alcance gigantesco para além das fronteiras individuais dos reinos, já que boa parte das monarquias adotava como religião oficial o catolicismo e adotava suas normas como leis locais.

De esporte praticado por soldados em seus momentos de folga a esporte praticado por ricos e sinônimo de sofisticação, o golfe tem em sua história inúmeras curiosidades que tornam sua prática ainda mais interessante aos entusiastas.